Há umas duas horas, tinha estruturado um post gigante, que faria a minha scrollbar enorme... Mas fui dar uma aulinha de Matemática pra minha irmã e esqueci tudo.
Quando não se tem nada pra escrever, se escreve sobre tudo.
Um dos filme de que mais gostei ultimamente foi Crash(-No Limite). Não vou fazer uma análise extensa e detalhada. Hoje li o blog de um cara que disse que o filme é uma merda, uma cópia de Magnólia (esse indiscutivelmente foda, mesmo entre os mais intelectuaizinhos) com um outro que não lembro o nome. Whatever. De fato, não é a coisa mais original do mundo, mas o que me seduziu foi um diálogo...
ANTHONY
You see any white people in there waiting an hour and thirty two minutes for a plate of spaghetti? Huh? And how many cups of coffee did we get?
PETER
You don't drink coffee and I didn't want any.
ANTHONY
That woman poured cup after cup to every white person around us. Did she even ask you if you wanted any?
PETER
We didn't get any coffee that you didn't want and I didn't order, and this is evidence of racial
discrimination? Did you happen to notice our waitress was black?
ANTHONY
And black women don't think in stereotypes? When's the last time you met one who didn't think she knew everything about your lazy ass before you even opened your mouth? That waitress sized us up in two seconds. We're black and "black people don't tip" so she wasn't gonna waste her time; someone like that, nothing you can do to change their mind.
PETER
So how much you leave her?
ANTHONY
You expect me to pay for that kinda service??
...
Por algum motivo, todos esses ciclos sempre me deixam pensando nos famosos "E se?"...
Ou seja: a mulher não deu bola pra eles porque eles eram negros e não iam dar gorjeta. Como ela não deu bola pra eles, eles não deram gorjeta. Simples, muito simples.
Eu sempre gosto de imaginar o que aconteceria alguém quebrasse a série: se ela atendesse bem os negros que não deixam gorjeta ou se eles deixassem gorjeta mesmo com o péssimo atendimento, got it?
...
Obviamente, isso é um gancho pras minhas divagações. Nos poucos relacionamentos que tive, sempre no meio de uma briga aparecia um "Eu ia fazer isso se tu não tivesse feito aquilo" ou "Eu pensei em fazer uma coisa, mas tu fez outra antes que me tirou a vontade". Sim, exemplos simplistas. O que fica depois disso é "bah, se eu não tivesse feito aquilo, tudo teria sido diferente" e "mas se ela tivesse mandado/feito/pensado/falado/[verbo no subjuntivo] eu teria mandado/feito/pensado/falado/[verbo no subjuntivo] também" ou coisa assim.
E não pretendo concluir nada!
Mas concluí que é um saco ficar pensando nos "Ses"...
E que isso tudo é meio infantil.
E que uma semana pra pensar é ótimo.
E que sim ou não é melhor que se.
E NÃO me falem em Djavan!!!
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
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3 comentários:
esse filme é MUITO bomm!
bahh refleti muito sobre se's ultimamente... e no final o melhor é não pensar muito, antes 'fazer' e quebrar a cara por ter feito do que não fazer, por qualquer que seja o motivo, e depois pensar SE tivesse feito seria diferente.. que isso é uma merdinha! 'efeito borboleta' hehe
e eu quero doar sangue contigo!, [se puder (peso)] ;)
Crash é ótimo! Tá, que se parece um monte com Magnólia, mas as histórias são outras...:P
E as discussões dos dois são provavelmente a melhor parte do filme (como aquela do ônibus também).
O problema é que se você fica abrindo "condicionais" pra tudo, abre-se um ciclo... Mas isso tu já explicou.
;D
meuô. sempre penso nos 'ses'. sempre!
imagino como tudo seria 'se'.. não sei, qualquer coisa. como tudo poderia ser diferente se..
isso realmente me deixa muito atormentada.
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